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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Artes plásticas, música e gastronomia na Pinacoteca do Estado

O artista plástico Guaraci Gabriel inaugura hoje, 14, às 19h, sua mais nova exposição, Bicho do Mundo. Na ocasião, haverá apresentação do grupo UFRN Cellos e abertura do Café Artístico.

Guaraci Gabriel é um dos artistas mais conceituados do RN
A noite desta quinta-feira, 14, está repleta de atrações culturais artísticas e gastronômicas na Pinacoteca do Estado. A partir das 19h, acontece a abertura da exposição Bicho do Mundo, do renomado artista plástico potiguar Guaraci Gabriel, além da inauguração do Café Artístico da Pinacoteca. O embalo musical ficará a cargo do grupo UFRN Cellos. O evento é gratuito e aberto a todos os interessados. 
Trazendo uma coleção obras de arte contemporânea, Bicho do Mundo promete encantar e conduzir os visitantes a um momento de reflexão sobre a natureza humana expressa através da arte. Tudo isso com o toque de ousadia e criatividade já conhecida do artista plástico. O artista informa que renderá homenagens a pessoas que sempre valorizaram sua arte:  Joaquim Patrício (in memoriam), Nalva Melo (cabeleireira), Rejane Cardoso (jornalista),  Maria de Fátima Soares e Pedro Dantas.   
 Os visitantes também poderão testemunhar o surgimento de um novo ponto de encontro para a cultura da cidade, o Café Artístico da Pinacoteca, que será comandado pela chef Ana Tereza. O mobiliário do café também foi produzido por Guaraci. Durante toda a noite o grupo UFRN CELLOS apresenta concerto de violoncelos, com a participação do Prof. Matias de Oliveira Pinto (HDK-Berlim/Universidade de Muenster).   


Serviço: 
Exposição Bicho do Mundo – Vernissage, 14/11, às 19h. Haverá apresentação do grupo UFRN Cellos e abertura do café Artístico, sob o comando da chef Ana Tereza. Visitação: terça a sexta, das 8j às 18h, e aos sábados, das 8h às 17h. Tel.: (84) 3202-3498. 



quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pinacoteca Potiguar aborda cultura afro-brasileira na 7ª Primavera dos Museus


Pinacoteca Potiguar realiza hoje (25) das 15h às 18h, dentro da programação da 7° Primavera nos Museus do Rio Grande do Norte, palestra e apresentação de capoeira com o mestre de capoeira Nivaldo “Arrepio”. Evento é o resultado de uma ação conjunta entre as instituições museológicas de todo o país e o Ibram. O tema dessa edição do evento é Museus, Memória e Cultura Afro-Brasileira. Programação continua amanhã (26), às 17h, com a palestra Quilombolas - Doçuras e Agruras da África Sertaneja, com o professor Marconi Paulo da Silva.


Serviço

7ª Primavera dos Museus do RN
Local: Pinacoteca do estado do RN. Praça 7 de Setembro, s/n, Cidade Alta.
Data: 25/09 - 15h às 18h e 26/09 - 17h às 18h
Mais Informações: museus.rn@gmail.com / (84) 3211-7056 (84) 3212-2997

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Objetos abandonados são tema de exposição fotográfica

Fotógrafo  Flávio Aquino expõe Abandonados, na Pinacoteca do Estado
Abandonados é um projeto experimental com narrativas artísticas sobre o passado vivido pelas pessoas por meio de objetos, resultado de uma ação arqueológica do próprio autor que, ao lon­go do tempo, fotografou artefatos esquecidos ou abandonados pelas ruas. Agora eles compõem um diálogo poético controverso entre seu uso, suas memórias e seus significados. A exposição, que será inaugurada nesta quinta, 5, às 20h, na Pinacoteca do Estado, contará com 11 imagens no formato 90 x 33 cm (pigmento mineral sobre papel fotográfico) e projeção de vídeo da exposição.  

Mais que um sentimento estético ou de utilidade, os objetos nos dão uma anuência à nossa posição no mundo, à nossa identidade. Trazem consigo as narrativas sobre o passado vivido pelos sujeitos – portam memórias. "Somente a divindade da memória, pode fazer a ligação entre o que nós fomos, o que somos e aquilo que seremos, pois seus aspec­tos fazem uma analogia entre a estrutura subjetiva do tempo", descreve o autor da amostra, que é fotógrafo e diretor de arte.

 Além de apresentar uma exposição fotográfica com acesso gratuito a população, ele pretende promover a reflexão crítica sobre artefatos esquecidos ou abandonados e suas memórias, den­tro do contexto de arte visual contemporânea. "Democratizar a arte através da circulação de produções artísticas permitindo o diálogo com a diversidade cultural e social do Estado. Facilitar o acesso da comunidade aos meios de produção de bens culturais, bem como a aproxi­mação entre artista-público na formação de novas plateias, estimulando o consumo de arte e contribuindo para o incremento do mercado cultural das cidades da capital e do interior norte-rio-grandense".

Serviço: 
Exposição abandonados - Fotografias: Flávio Aquino  /  Produção: Daniele Gonçalves
Vernissage: 05 de setembro, às 20h. Visitação: até 31 de setembro, das 8h às 17h, de terça a domingo
Pinacoteca do Estado do RN - Antigo Palácio do Governo
Praça 7 de setembro, s/n - Cidade Alta - Natal/RN. Tel.: (84) 3201-3498. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Natal sob a ótica de Pedro Grilo, na Pinacoteca do Estado





Uma Natal que só existia em fotografias desbotadas ou então na memória dos que viveram pelas ruas arborizadas no início do século 20 se transformou numa coleção de coloridas 80 telas em acrílico sobre vinil, na visão do pintor e trovador, Pedro Grilo. A exposição "Grilo Borratela", que esteve exposta em abril do ano passado, voltou ao Palácio Potengi - Pinacoteca do Estado durante o Dia da Poesia. E, as 80 telas podem ser vistas em cinco salas do térreo do Palácio, de terça a domingo, das 8h às 17h. Entrada gratuita.

A ideia de retratar e eternizar Natal desde a sua fundação até os anos 1950, segundo o artista, começou quando um colega lhe apresentou umas quatro fotografias antigas do bairro das Rocas, com baixíssima definição e com a sugestão de que ele as imortalizasse em telas. "Elas estavam muito desbotadas, havia muitos clarões nelas", explica ele, cujas lacunas visuais serviram como impulso criativo para buscar na imaginação uma Natal - que ele viveu e foi muito feliz - e preencher nesses clarões o que sua memória evocava.





 
Imagens: Anchieta Xavier

quinta-feira, 4 de abril de 2013

ARTISTAS NAÏFS NO ACERVO DA PINACOTECA




A Pinacoteca do Estado abre à visitação pública pelo período de um mês, no próximo dia 4 abril, a coleção de arte naïf pertencente a seu acervo permanente. Um conjunto de obras representativas dessa escola intuitiva de pintura ingênua que tem, no Rio Grande do Norte, notáveis cultores, dentre os quais destacam-se nomes como Fé Córdula, Nivaldo, Edson Araújo, Ivanise, Fernando Gurgel, Iran, Maria do Santíssimo, Paixão, Ivone Mendes, Vatenor e Arruda Sales.


Para o escritor e jornalista Franklin Jorge, diretor-geral da Pinacoteca do Estado, Artistas Naïfs no Acervo da Pinacoteca é a primeira ação concreta do projeto "Para compreender as formas artístico-semióticas das artes plásticas". Essa iniciativa, segundo ele, inaugura um ciclo de atividades que expressam a filosofia de trabalho adotada pela atual gestão, de realizar “atividades consubstanciadas em foco didático-pedagógico, a serviço da democratização do conhecimento e da informação”.

Interiorizar ações e integrar as manifestações artísticas dos diversos municípios, é um dos objetivos centrais da equipe capitaneada por Franklin Jorge. “Nós que pensamos a atual gestão da Pinacoteca do Estado, esmeramo-nos em acolher o novo, as diversas e as mais vivas expressões audiovisuais contemporâneas, bem como difundir as nossas melhores expressões artísticas, atividades confiadas à curadoria da artista Sayonara Pinheiro. Queremos não propaganda, mas, inclusão, conhecimento e informação. Enfim, a cultura como uma força ativa, não uma representação vazia da realidade”.


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Arte naïf: contraponto ao real

Por Márcio de Lima Dantas*


A arte naïf, na História da Pintura, é uma linha de continuidade que segue paralela à arte acadêmica, embora não se possa atribuir superioridade formal a última. O ethos desses “ingênuos” é uma simplicidade despojada de muitos procedimentos manuseados pela arte acadêmica, como a perspectiva, por exemplo.

A história da arte é composta de tradições que, muitas vezes, seguem paralelas. A chamada arte naïf configura um afluente com dicção extremamente própria. Conclamada a representar o mundo de uma maneira bastante diferente das convenções pictóricas religiosas ou burguesas, alargou seu domínio, fazendo-se extremamente popular. Há que se inquirir das razões pelas quais esse código pictural necessitou de todo um conjunto de procedimentos, muitas vezes peculiares, para cristalizar uma mesma realidade vivenciada pelo humano.

Eis um mundo feito de múltiplas cores e formas justapostas, onde os olhos cansados da realidade concreta repousam nessa comarca inventada para estabelecer um contraponto à realidade. Realidade que se firma pelas vicissitudes, outorgando ao humano o eterno embate entre as forças que lhe são antípodas, portadoras do sofrimento. A arte ingênua proclama um discurso no qual faz saber que a realidade detém um hiato incomensurável de incompletude e de demandas que nunca serão atendidas e, talvez, por isso, opte por cenas nas quais vigoram uma serenidade rarefeita na vida de todos os dias.


Um mundo organizado, quase sempre, em duas dimensões: comprimento e largura, suficientes para metaforizar uma paisagem na qual a perspectiva pode ser desprezada, não fazendo falta a quem busca edificar uma outra realidade cujo espírito é o do equilíbrio e de uma alegria bucólica expressas numa profusão de cores contrastantes.


A arte naïf optou pela dimensão esporádica da condição humana: os momentos quebrantados de festa, as paisagens onde predominam a tranquilidade, a paz no seu estado de torpor e exceção. A bem da verdade, o que pouco vigora nos dias de trabalho e atribulações.


A escolha de retratar um mundo inexistente de ingenuidade e harmonia lança seus vetores de memória para um passado inscrito na fronteira do sonho e da idealização, pois todo tempo social se representa por formas de viver e sentir como inferiores aos de outrora. O Passado sempre é apresentado como superior em costumes e moral. Assim sempre foi. Quem sabe, isso explique o cariz de passado, a atmosfera de um tempo perdido, de um tempo justo sem mais retorno.

O Estado do Rio Grande do Norte destaca-se como detentor de uma grande quantidade de pintores naïfs nos seus tantos municípios. Nossa amostra apresenta o conjunto de obras integrantes do acervo da Pinacoteca do Estado.


(*) Márcio de Lima Dantas, professor adjunto da UFRN, é colaborador voluntário da Pinacoteca do Estado







 


terça-feira, 2 de abril de 2013

Resultado da seleção das exposições para ocupação das salas de exposição da Pinacoteca do Estado – Palácio Potengi, para 2013:



Paula Geórgia Viana Fernandes (paulageorgia@Yahoo.com.br)
Evento: “Ser – tão Seridó”
- 12 de abril a 12 de maio

Andrey Salvador Moura (andrey.lourenco@hotmail.com)
Evento: “Lumos – Exposição fotográfica inspirada na saga literária de Harry Potter”
Data: 6 de julho (13:00h às 21:00h)
- definir espaço

Marcelo Gandhi (gamobardo@ig.com.br)
Evento: “Guacamole com tapioca”
- Junho

Pamela Pimentel dos Reis (pamelareis@bol.com.br)
Evento: “Do urbano, ao íntimo”
- Definir espaço e data

Flávio de Aquino Carvalho (flavio.case@gmail.com)
Evento: “Abandonados”
- Definir espaço e data

Viviani Fujiwara (vfugiwara@hotmail.com)
Evento: “Uma parte de nós”
- Definir espaço e data

Rodrigo Fernandes Costa (rodrigofcx@gmail.com)
Evento: “Xamanismo, conhecimento ancestral”
- Definir espaço e data

Carlos Henrique Araújo (henyaraujo_arte@yahoo.com.br)
Evento: “Memória afetiva (visual)”
- Definir espaço e data

Mozileide Neri Barbosa (mozileide@ig.com.br)
Evento: “Inquietude suspensa – palavras fechadas”
- Definir espaço e data

Informações: (84) 3211-7056 / 3232-2997.